(BIO)QUÍMICOS DE SUCESSO

Este é o espaço dado a antigos estudantes do DQB, que se têm vindo a destacar no meio profissional. Descobre de que forma o DQB contribui para formar profissionais bem sucedidos.

Maria Fátima Lucas

Maria Fátima Lucas licenciou-se  em Química pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, em 2000. Continuou os seus estudos na mesma Universidade e completou o Mestrado em 2002 e o Doutoramento em 2007, ambos em Química. Efetuou dois pós-doutoramentos, em Itália e em Espanha, especificamente na Universitá della Calabria e no Centro de Supercomputação de Barcelona. Foi no Centro de Supercomputação de Barcelona que começou a trabalhar no design de enzimas e, em 2017, fundou a Zymvol Biomodeling com dois outros cientistas. Atualmente  é diretora da empresa, que conta com uma equipa de 19 peritos internacionais, 71% com doutoramento, 79% com contrato permanente e 56% do sexo feminino. Em 2020 recebeu o prémio da Comissão Europeia: EU Prize for Women Innovators

1. Como surgiu a oportunidade de ingressar na ZYMVOL Em 2016, eu estava a acabar um projeto europeu chamado INDOX, destinado a encontrar e melhorar enzimas para aplicações industriais. O objetivo deste projeto, que decorria no Centro de Supercomputação de Barcelona, onde eu supervisionava uma equipa de 5 alunos de doutoramento, era entender como mutações introduzidas em enzimas através de evolução dirigida (método que recebeu o Nobel da Química em 2018) as melhoravam. No nosso laboratório usávamos métodos de química computacional para entender, a nível molecular, como as mutações modificavam a estrutura destas enzimas e, consequentemente, como a sua atividade catalítica era afetada. O objetivo inicial era simplesmente entender, racionalizar, mas finalmente atrevemo-nos a tentar prever mutações e a verdade é que tivemos bastante êxito. Esta investigação original foi o que me levou a pensar que podia haver uma ideia de mercado e criar a empresa.

2. Ser Licenciada em Química pela FCUP foi uma mais-valia para entrar no mercado de trabalho ? Sim. As Universidades portuguesas são bem reconhecidas como centros de excelência na formação e não tive nenhuma dificuldade em encontrar trabalho. Em particular, o Doutoramento em Química no Grupo de Química Teórica da FCUP foi uma mais-valia fundamental já que a minha supervisora de doutoramento era e é uma referência mundial na área e, como tal, vir do grupo da Prof. Maria João Ramos é um sinónimo de alta qualificação.

3. De que mais gosta no DQB ? Da qualidade do ensino. Aprendi muito e tenho a sensação, ainda hoje, que o facto de ter saído tão bem formada teve um impacto importantíssimo na minha carreira. Saíamos do DQB sabendo realmente Química.

4. Uma ideia para melhorar o DQB ? Na altura em que estudei no DQB, o nível de exigência da licenciatura era tão elevado que as notas eram consideravelmente mais baixas comparadas com outras Universidades portuguesas. Na hora de competir, por exemplo, para conseguir uma bolsa de doutoramento ficávamos prejudicados porque os melhores alunos tinham notas baixas comparadas com o resto do país. Era uma pena, porque realmente estávamos muito bem preparados. Como é uma Universidade onde quando se deteta um problema se atua sobre ele, penso que esta situação foi tida em consideração e isso é muito positivo. 

5. Um Professor marcante do DQB ? Aqui não tenho qualquer dúvida: a Prof. Maria João Ramos. Foi ela que viu em mim a possibilidade de seguir uma carreira de investigadora. Venho de uma família humilde onde eu era a primeira a pensar sequer num doutoramento. Nunca pensei no que ia fazer depois da licenciatura. A Prof. João ajudou-me a identificar um possível caminho e isto sem falar em tudo o que aprendi com ela. Foi e continua a ser uma amiga que sempre me apoiou a nível pessoal e profissional.

6. Uma Unidade Curricular preferida do DQB ? Não tenho a certeza do nome, talvez Ligação Química?! Chumbei duas vezes porque a Professora (Maria Teresa Pereira Leite) era tão exigente que tínhamos realmente que usar a cabeça. Acabei aprendendo tanto que ainda hoje estou convencida que foi graças a essa cadeira que adoro Química!

 

Artur Rodrigues

Artur Rodrigues licenciou-se em Bioquímica pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, em 1999. Após um período de trabalho em laboratório com uma Bolsa de Iniciação à atividade Científica (BIC), ingressou no Programa Gulbenkian de Doutoramento em Biomedicina (PGDB), tendo completado o trabalho de tese em Virologia pela University College London em 2007. De volta a Portugal, trabalhou como pós-doutorado em vários projetos ligados à bioquímica estrutural no Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC) e mais recentemente no Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S). Desde Maio deste ano, é Laboratory Manager na empresa de biotecnologia Magellan Biologics no BioCant Park em Cantanhede.

1. Como surgiu a oportunidade de ingressar na Magellan Biologics? Dado o meu interesse recente na produção de proteínas em células de mamífero, apresentei uma candidatura espontânea à empresa e após um período de entrevistas fui selecionado.

2. Ser Licenciado em Bioquímica foi uma mais-valia para entrar no mercado de trabalho ?  A licenciatura em Bioquímica pela FCUP é uma garantia de formação com alta qualidade, tanto no aspeto de prática laboratorial como teórico, e este facto tem sido bastante relevante não só no meu percurso ligado à academia, mas também agora na indústria.

3. De que mais gosta no DQB ? Gostei muito do ambiente de exigência, o qual foi essencial para a minha capacidade de adaptação a diferentes realidades profissionais e facilitou a minha experiência internacional.

4. Uma ideia para melhorar o DQB ? Convidar docentes estrangeiros de renome para lecionar módulos poderia proporcionar aos estudantes uma experiência enriquecedora, associada a uma visão mais concreta da ciência feita ao nível internacional.

5. Um Professor marcante do DQB ? Professor Adélio Machado. Nunca poderei esquecer as suas fantásticas sebentas que eram uma janela aberta para o mundo da Química.

6. Uma Unidade Curricular preferida do DQB ?  Química Inorgânica. Para além de toda a valia do conhecimento geral obtido, gostei muito de aprender sobre compostos complexos, os quais têm bastante relevância para o funcionamento de várias proteínas.

 

Pedro Nuno Rodrigues

Pedro Nuno Rodrigues licenciou-se  em Química pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, em 2007. Concluíu o Mestrado em Química em 2008, ano em que foi contratado pela Continental Reifen Deutschland GmbH (Hannover, Alemanha)Trabalha atualmente no Desenvolvimento de Compostos para Pisos de Veículos de Passageiros (PLT Tread Compound Developer). Durante estes anos ainda fez uma pós-graduação no ramo de Borracha na Leibniz Universität Hannover – Deutsches Institut für Kautschuktechnologie.

1. Como surgiu a oportunidade de ingressar na Continental Reifen Deutschland GmbH Após candidatura para um processo de recrutamento a nível nacional para uma posição no Centro de Investigação e Desenvolvimento da empresa Continental, na Alemanha.

2. Ser Licenciado em Química pela FCUP foi uma mais-valia para entrar no mercado de trabalho ?   Não para o processo de recrutamento em si, mas sim pelas aptidões e requisitos pedidos pela empresa para a posição a que me candidatei.

3. De que mais gosta no DQB ? Das boas infraestruturas e do bom ambiente, quer seja Aluno-Aluno ou Aluno-Professor.

4. Uma ideia para melhorar o DQB ? Senti a falta de ligação ao mundo “real” industrial, assim como a inexistência de estágios externos em empresas. A Licenciatura e Mestrado em Química estão muito focados a nível interno
(investigação nos próprios laboratórios). Sugiro i
ncutir / implementar / incentivar / apoiar os alunos no último ano de Licenciatura a fazer estágios em empresas, mesmo que em certos casos custe ou atrase a conclusão do curso por um ano. É sem duvida uma mais valia para o futuro mercado de trabalho.

5. Um Professor marcante do DQB ? Maria Teresa de Vasconcelos. Foi a minha coordenadora no ano do Seminário e também de Mestrado e possibilitou-me ter uma ideia mais abrangente de uma área como Química Inorgânica e, mais especificamente, Ambiental, e de várias técnicas de Química Analítica ao dispor nos seus laboratórios. Foi também bastante prestável assim que soube que teria de concluir a apresentação de Mestrado mais cedo pois já tinha contrato com a Continental e teria que viajar assim que possível.

6. Uma Unidade Curricular preferida do DQB ? Laboratório de Química Analítica. Possibilitou-me ter contacto com técnicas que me ajudam ainda hoje no exercício do meu trabalho.

 

Catarina Pinho

Catarina Pinho  licenciou-se em Bioquímica pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, em 2008. Realizou o seu Doutoramento em Bioquímica, focado na doença de Alzheimer, na Universidade de Estocolmo. De seguida, ingressou num pós-doutoramento no Karolinska Institutet (Suécia), onde se focou na descoberta de novos fármacos para a doença de Alzheimer . Em 2018, ingressou na empresa Calmark Sweden AB como Product Developer. Recentemente assumiu o cargo de Project Manager na mesma empresa.

1. Como surgiu a oportunidade de ingressar na Calmark Sweden AB? Foi através de uma amiga que me referiu sobre a posição, à qual concorri. Fui chamada para entrevistas e consequentemente selecionada.

2. Ser Licenciada em Bioquímica foi uma mais-valia para entrar no mercado de trabalho ?  Sim, sem dúvida! A minha primeira posição na empresa baseou-se no desenvolvimento de reacções colorimetricas dependentes de reacções enzimáticas. Assim, os sólidos conhecimentos teóricos adquiridos durante a licenciatura em Bioquímica deram um contributo fundamental para um bom desempenho do meu trabalho. Foi graças à licenciatura em Bioquímica que tive a oportunidade de realizar o meu estágio na Universidade de Estocolmo ao abrigo do programa ERASMUS. O estágio foi o ingresso direto para o meu Doutoramento. O grande conhecimento teórico e a grande capacidade de trabalho, continua a dar uma excelente reputação aos alunos da FCUP na Universidade de Estocolmo.

3. De que mais gosta no DQB ? Do ensino de alta qualidade graças ao empenho dos professores, e a grande vertente de investigação.

4. Uma ideia para melhorar o DQB ? Olhando para trás, acho que a falta de interação com empresas. A licenciatura deu-me um grande conhecimento teórico e uma excelente agilidade em resolver problemas científicos e laboratoriais. No entanto, senti a falta de aplicação dos meus conhecimentos na área empresarial. 

5. Um Professor marcante do DQB ? Um professor que me marcou foi o Professor Carlos Corrêa, pela pessoa carismática, pelo seu conhecimento e pela forma como lecionava.

6. Uma Unidade Curricular preferida do DQB ? Química Orgânica. Para além de achar super interessante, é um conhecimento base para a Bioquímica.

 

Hélder Santos

Hélder Santos licenciou-se  em Química pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, em 2003, e doutorou-se em Engenharia Química pela Universidade Técnica de Helsínquia, em 2007. É atualmente Professor Catedrático da Universidade de Helsínquia.  É membro associado do Helsinki Institute of Life Science (HiLIFE),  e co -fundador da empresa Capsamedix Oy. Lidera atualmente o consórcio europeu Horizon 2020 MSCA-ITN-EJD , com um orçamento global de cerca de 4.1 M€.

1. Como surgiu a oportunidade de ingressar na Universidade de Helsínquia? Na verdade, eu ingressei primeiro na Universidade Técnica de Helsínquia (agora designada como Universidade Aalto), que foi onde fiz o meu Doutoramento em Engenharia Química. A oportunidade surgiu por intermédio do meu co-orientador de estágio da Licenciatura em Química, o Prof. Carlos Pereira. Como o grupo já colaborava com o que depois se tornou o meu orientador de Doutoramento, indicou-me o seu nome e email, e após os contactos iniciais fui aceite para fazer o Doutoramento em Helsínquia, em setembro de 2003.

Após a conclusão do meu Doutoramento em 2007, e ainda antes de ter defendido publicamente a tese, surgiu uma oportunidade na Faculdade de Farmácia da Universidade de Helsínquia, como investigador de pós-doutoramento, e a partir daqui fiz todo o meu percurso académico na mesma instituição até hoje. (risos)

2. Ser Licenciado em Química pela FCUP foi uma mais-valia para entrar no mercado de trabalho ?  Eu diria que no meu caso foi, sem dúvida, porque o que apreendi durante o curso de Química na FCUP e o trabalho de licenciatura que fiz, assentou perfeitamente no trabalho do meu doutoramento, por isso, foi um ‘perfect match’, que não podia ter corrido melhor para mim. Ainda hoje penso que foi a minha melhor escolha académica, ter iniciado em Química na FCUP, à qual não podia estar mais grato por tudo o que me ofereceu, os valores transmitidos, as unidades currículares, etc., que me preparou muito bem para o que veio a seguir na minha carreira. Não tenho dúvidas, que todas as bases teóricas e práticas do curso de Química da FCUP me foram dadas e me deram muita confiança e força para acreditar que eu era capaz de fazer um Doutoramento – o que se veio a verificar (risos).

 

3. De que mais gosta no DQB ? No curso de Química gostei muito da exigência das cadeiras em que participei, do rigor e dos profissionais de ensino, professores e técnicos, que sempre se empenharam em ensinar o melhor. Mais específicamente, o que mais gostei foi a preparação prática que
nos foi dada na maioria das cadeiras  – a combinação teórica com a vertente prática bastante intensiva, para mim, foi o que mais fascinou e também o que mais me ajudou no futuro que se seguiu para resolver muitos dos problemas científicos que me foram surgindo mais tarde.

 

4. Uma ideia para melhorar o DQB ? Passados tantos anos é difícil sugerir algo que se calhar neste momento já estará em prática. Mas, talvez duas pequenas ideias muito breves: dar ou criar mais oportunidades para os jovens investigadores progredirem na carreira e para se tornarem mais independentes nas suas atividades de investigação, evitando assim que estes partam para outras instituições ou mesmo para o estrangeiro; permitir uma maior e melhor cooperação entre as diversas áreas de investigação do departamento, mas também com as outras faculdades da UP ou até mesmo outras de renome internacional, para desta forma encontrar sinergias e elevar ao máximo a excelência científica.

 

5. Um Professor marcante do DQB ? Pergunta muito difícil! Tenho mesmo que responder? (risos) De uma maneira geral, eu apreendi muito com todos os professores das cadeiras em que participei, todos mesmo. Sem dúvida, todos tinham características e métodos de ensino próprios, uns melhores que outros, mas o que cada um me transmitiu durante os 4 anos que passei no curso de Química, foi do melhor que já vi. Por isso, estou muito grato a todos, mesmo aos que eram bastante mais rigorosos com as notas dos exames (risos). Mas não posso deixar de especificar que o professor que mais me marcou e que mais
influenciou a minha vida no curso de Química, e depois no meu futuro inicial
pós-FCUP, foi sem dúvida o Professor Carlos Pereira. O professor Carlos viu em
mim algo de especial, o qual nunca esquecerei. Lembro-me que me convidou ainda no meu 3.º ano do curso para ir para o laboratório trabalhar com um instrumento acabado de chegar, e eu naquela altura nem percebi muito bem porque me escolheu a mim… Depois incentivou-me e deu-me toda a força para escolher uma área da Química que eu não tinha equacionado de seguir no início. E por último, ajudou-me imenso desde o momento que demonstrei que queria seguir o Doutoramento, e por ter sido a pessoa que me “convenceu” a vir para a Finlândia trabalhar em electroquímica (risos). Por tudo isto, e muito mais que poderia escrever aqui, pela relação de amizade que temos mantido ao longo destes anos, estou eternamente grato ao Professor Carlos pela oportunidade que me deu e por tudo que me ensinou e ajudou.

 

6. Uma Unidade Curricular preferida do DQB ? Díficil de responder passado tanto tempo e a memória já me falha neste aspecto (risos), mas talvez seja surpresa para muita gente. Eu sempre tive uma paixão no curso de Química – a cadeira de Química Orgânica. As aulas teóricas e os exercícios para mim eram algo que me fascinavam imenso, tanto que sabia todas as estruturas do livro Vollhardt e Schore (3.ª Edição) – é um livro que ainda hoje está comigo (risos). Mas nem sempre a nossa primeira paixão é a escolha a seguir (risos), e de facto depois interessei-me mais e adorei imenso a Química Analítica e Electroquímica. Esta
unidade currícular acentou que nem uma luva nas minhas expectativas e naquilo que queria seguir para o futuro. Foi muito importante ter seguido esta área no meu Estágio de Licenciatura, por tudo que apreendi e desenvolvi, e obviamente hoje ainda acho que fiz a melhor escolha (risos).

 

 

Sofia de Jesus

Sofia de Jesus concluíu o Mestrado em Bioquímica pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, em 2015. É formadora Certificada (CCP), fez formação em HACCP e uma pós-graduação em Controlo da Qualidade, pela FFUP. Atualmente desempenha funções como Divisional Industrial Hygiene Specialist na empresa Colep, focada na definição de guidelines e processos standard nas áreas de microbiologia, sistemas de água e design higiénico de equipamentos e instalações.

1. Como surgiu a oportunidade de ingressar na Colep? Foi na Colep
que desenvolvi o meu Estágio do Mestrado, através do contacto do Professor
Jorge Gonçalves. Fui depois convidada a ficar na empresa no final do Estágio,
onde continuo a trabalhar atualmente.

 

2. Ser licenciada em Bioquímica foi uma mais-valia para entrar no mercado de trabalho ?  Considero que sim. Tanto pela capacidade de trabalho que a licenciatura nos dá, a qualidade do ensino reconhecida pelas empresas e versatilidade de áreas e conhecimento adquirido.

 

3. De que mais gosta no DQB ? A qualidade do ensino derivada do conhecimento e empenho dos professores.

 

4. Uma ideia para melhorar o DQB ? Senti pouca interação com a indústria/empresas, uma vez que os alunos ficam com pouca visibilidade das funções/tarefas que podem desempenhar fora da academia e as empresas com pouca visibilidade das capacidades e conhecimentos dos alunos. Por isso, sugiro aumentar e promover a comunicação com a indústria, de forma a dar maior visibilidade dos alunos para as empresas e os alunos terem um maior conhecimento das opções que têm fora do contexto académico.

 

 

5. Um Professor marcante do DQB ? Nuno Mateus, devido à boa relação,
disponibilidade e comunicação com os alunos.

 

6. Uma Unidade Curricular preferida do DQB ? A unidade curricular de Estágio. Para além de permitir que cada aluno escolha a área que mais lhe interessa, permite uma parte prática pouco usual ao nível das licenciaturas em geral.

 

 

Anabela Viana

Anabela Viana licenciou-se em Química pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, em 2003 É atualmente Diretora Técnica e de Produção da empresa Lantal Textiles SA, recentemente adquirida por uma multinacional Suíça. Quando a empresa era detida a 100% pelo Grupo Amorim, à data Gierlings Velpor SA, fez parte do seu Conselho de Administração.

1. Como surgiu a oportunidade de ingressar na Gierlings Velpor? Respondi a um anúncio, fui a uma entrevista, fiz testes psicotécnicos e fui selecionada. 

2. Ser Licenciada em Química pela FCUP foi uma mais-valia para entrar no mercado de trabalho ? Sim, sem isso não poderia ter respondido ao anúncio, uma vez que era especificamente pedido. Embora não pareça, o setor têxtil tem uma componente química essencial. Os processos de tinturaria, estamparia, acabamentos e o ambiente, exigem sólidos conhecimentos de química. Mesmo assim, licenciei-me em Gestão pelo ISAG e realizei uma pós-graduação em Engenharia do Ambiente no ISCS, porque senti falta de conhecimentos nestas áreas, essenciais para um eficaz desempenho das minhas funções. 

3. De que mais gosta no DQB ? Do que mais gostei foi a maneira como me preparou em termos profissionais e de mentalidade. Deu-me competências para poder trabalhar em qualquer indústria e ser capaz de desempenhar qualquer cargo, desde a Qualidade, à Produção, à Direção Técnica, etc. 

 

4. Uma ideia para melhorar o DQB ? Do que menos gostei foi o grau de dificuldade das disciplinas, e da distância que existia, nos primeiros anos, entre os estudantes e os regentes das mesmas. 

 

5. Um Professor marcante do DQB ? O Professor Doutor Ribeiro da Silva, pelo modo como nos cativava, nos motivava e nos ensinava. Era uma pessoa muito humana e muito próxima dos estudantes.  

 

6. Uma Unidade Curricular preferida do DQB ? No meu tempo não existiam Unidades Curriculares, apenas disciplinas. As minhas preferidas foram as de Termodinâmica e as de Química Inorgânica, uma vez que envolviam matérias que me despertavam mais interesse, e eram lecionadas por professores mais cativantes.

 

Fábio Oliveira

Fábio Oliveira licenciou-se em Bioquímica pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, em 2012. Concluiu em 2014 o Mestrado em Técnicas de Caracterização e Análise Química, pela Universidade do Minho. Em 2016, integrou a equipa do Serviço de Enchimento como Gestor de 2 linhas de enchimento de cerveja e sidra. Atualmente, e desde 2019, assume a função de Gestor do Laboratório Central do Super Bock Group.

1. Como surgiu a oportunidade de ingressar no Super Bock Group? Surgiu através do DQB-FCUP. Apesar de ter ingressado no Mestrado da Universidade do Minho, a verdade é que nunca cortei a ligação umbilical com a FCUP. Quando estava no meu segundo ano do Mestrado, à procura de um tema para a dissertação, a Unicer solicitou ao DQB-FCUP um aluno que pudesse integrar o Laboratório Central para desenvolver um método analítico para a determinação de edulcorantes por HPLC-ELSD. O Professor Luís Guido sugeriu o meu nome, apesar de não ser o meu orientador oficial da Universidade do Minho,  e acabei mesmo por ser selecionado pela Unicer (Super Bock Group). Entrei na empresa em agosto de 2013 onde me mantenho desde então. 

2. Ser licenciado em Bioquímica foi uma mais-valia para entrar no mercado de trabalho ?  É algo que não tenho dúvida nenhuma em afirmar que sim. Para além de ser uma Faculdade que tem a reputação intrínseca de preparar bem os alunos para o mercado de trabalho, falando do caso que conheço, que é o curso de Bioquímica, trata-se de um curso cuja multidisciplinaridade permite que o aluno tenha a oportunidade de escolher no meio de um  leque de inúmeras opções de grande procura de mercado, aquela que tem mais aptidões para seguir. Eu costumava dizer que para mim um aluno de Bioquímica é um camaleão no mercado de trabalho, pois tem bases para se adaptar a quase qualquer área de trabalho.

3. De que mais gosta no DQB ? O que mais me agradava no DQB era a coesão/organização do espaço e pelo facto do mesmo ter tudo aquilo que um aluno necessitava sem ter de fazer grandes “deslocações”, desde a proximidade com os Professores, as áreas de investigação, a biblioteca, os auditórios e laboratórios. Tive a oportunidade de frequentar outras faculdades em Portugal, e este é um ponto que facilmente relevo no DQB. Por outro lado, tenho de enaltecer que nos meus anos como aluno sempre foi um Departamento que se esforçou por dar as melhores condições aos seus alunos, apesar de nem sempre ser possível fazer grandes investimentos de renovação tecnológica.

4. Uma ideia para melhorar o DQB ? É muito difícil responder a esta questão quando já lá vão quase 10 anos desde que frequentei o DQB/FCUP pela última vez. No entanto, recordo-me que um dos pontos que no geral era consensual entre os alunos era a qualidade da cantina e das suas refeições. Em relação ao DQB em si, como referi, não me recordo especificamente de algo negativo no meu passado como aluno, mas espero que hoje seja um Departamento que continue a apostar continuamente em matérias como Jornadas, palestras que permitam a partilha de experiência e conhecimento dos profissionais das áreas que estão no mercado de trabalho, possibilidade de Programa de Estágios ExtraCurricular (PEEC) como uma importante ferramenta de coaching pelo contacto com alunos mais velhos em projetos de investigação e diria mesmo de emancipação principalmente dos alunos que se encontrem na sua fase inicial da vida académica.

5. Um Professor marcante do DQB ? Destaco o Professor Luís Guido por toda a influência que teve na minha carreira académica e que mais tarde surtiu naquilo que é hoje a minha carreira profissional. 

6. Uma Unidade Curricular preferida do DQB ? Sem dúvida Química Analítica. Foi a área com a qual tive o primeiro contacto através de um Programa de Estágios Extra Curricular (PEEC) e desde logo decidi como Bioquímico que era a área através da qual me pretendia especializar, daí a decisão do meu Mestrado ter sido especificamente nesta área.

Jorge Ribeiro

Jorge Ribeiro licenciou-se em Química pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, em 1988. Atualmente, é Chefe de Laboratório da Refinaria de Matosinhos (Galp), onde coordena os Sistemas de Qualidade e as atividades de laboratório. Foi membro do Conselho de Representantes da FCUP entre 2016 e 2018. Tem participado, por convite, na lecionação de cursos de pós-graduação na Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto.

1. Como surgiu a oportunidade de ingressar na GALPENERGIA? Enviei um CV e um pedido de estágio. Passado pouco tempo chamaram-me para desenvolver um trabalho relacionado com viscosidade de betumes. Posteriormente surgiu a necessidade do Laboratório arrancar com uma Unidade Piloto de destilação de petróleo bruto e, adicionalmente, começar preparar a acreditação do Laboratório. Gostaram do meu trabalho e fiquei.

2. Ser Licenciado em Química pela FCUP foi uma mais-valia para entrar no mercado de trabalho ? Claro que sim. A FCUP tem muito boa reputação e deve fortalecê-la articulando-se cada vez mais com Empresas e Instituições externas. Por outro lado, a Química é uma ciência fundamental, com uma aplicação abrangente na Sociedade: indústrias relacionadas, biotecnologia, ambiente, análise química, atividades forenses, arte, arqueologia, etc.

3. De que mais gosta no DQB ? Apesar do esforço que tem sido feito, penso que não tem divulgado (publicitado) eficientemente as mais valias do curso.

4. Uma ideia para melhorar o DQB ? Penso que a FCUP se deve aproximar mais da Cidade. Uma forma de o fazer é criar condições para que o espólio dos seus Museus possa ser visitado pelos portuenses (e não só): arqueologia, geologia, zoologia, etc.

5. Um Professor marcante do DQB ? Tive vários professores que muito apreciei mas não gostaria de destacar nenhum.

6. Uma Unidade Curricular preferida do DQB ? Do meu tempo, gostei muito de Química Física/Termodinâmica; é um tema que gosto muito pois permite explicar/interpretar muitos dos aspetos da nossa vida quotidiana.

Luísa Figueiredo

Luísa Figueiredo licenciou-se em Bioquímica pela Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, em 1997. Realizou o seu Doutoramento em malária  no Instituto Pasteur (Paris), tendo obtido o grau académico pelo ICBAS (2002). Seguiu depois para a The Rockefeller University (Nova Iorque, EUA), onde efetuou Pós-Doutoramento noutra doença parasitária, a doença do sono. É, desde 2010, Diretora de Laboratório no Instituto de Medicina Molecular – João Lobo Antunes.

1. Como surgiu a oportunidade de ingressar no Instituto de Medicina Molecular (IMM) ? Graças ao programa Ciência 2008, o IMM abriu posições para diretores de laboratório. Concorri e fui selecionada. Nessa altura (início da crise económica) muitas Universidades congelaram o recrutamento. Concorri a cerca de 4 instituições e tive duas ofertas. O IMM foi a oferta que mais me aliciou.

2. Ser licenciada em Bioquímica foi uma mais-valia para entrar no mercado de trabalho ? O meu mercado de trabalho foi ser recrutada para fazer o Doutoramento no Instituto Pasteur. Nessa fase, foi uma enorme mais-valia vir da Universidade do Porto. O meu orientador Alemão em Paris sabia que os estudantes desta Universidade tinham uma formação excelente e sólida nas áreas das ciências da vida.

3. De que mais gosta no DQB ? Atualmente, não sei! Infelizmente, não voltei ao DQB desde que saí da Faculdade. Mas guardo excelentes memórias dos bons tempos de estudante universitária, dos meus amigos, das anedotas/brincadeiras com alguns professores… o típico! A parceria FCUP e ICBAS dava-nos os melhores professores de cada Faculdade. Também exigia maior autonomia e organização porque as aulas eram em edifícios distantes, as secretarias eram diferentes, etc. O meu ano era espetacular! Fazíamos sebentas em grupo que foram partilhadas ainda durante os anos seguintes. Também organizamos a primeira viagem de curso ao Brasil!

4. Uma ideia para melhorar o DQB ? O grupo de antigos alunos poderia organizar convívios, convidar os antigos alunos a vir partilhar as suas experiencias com os atuais alunos (eu venho!) e até organizar sessões de fundraising. Teria presença no Twitter e outras redes sociais.

5. Um Professor marcante do DQB ? Das disciplinas gerais (1º ano) – Carlos Corrêa. Era um excelente comunicador e inspirador. Senão, nunca me teria interessado pela combustão do petróleo e os octanos! No final tive 18 e partilhei o premio do Prof. Doutor Fernando Serrão com o meu grande amigo Mário Gomes Pereira. Das disciplinas mais específicas (4ºano) – Maria João Saraiva. Era uma apaixonada pela Bioquímica. Ensinou-nos a estrutura dos aminoácidos com tal excitação, que ainda hoje sorrio quando tenho de pensar se a cadeia lateral de uma aminoácido é carregada, pequena, ou apenas um hidrogénio. (Nota: Maria João Saraiva foi docente do ICBAS)

6. Uma Unidade Curricular preferida do DQB ? Bioquímica II, lecionada pelo Prof. Moradas Ferreira. Era uma disciplina acerca do metabolismo. Havia muita matéria para aprender. Mas sobretudo havia o temível exame oral obrigatório. Esse exame obrigava-nos a saber muito bem a matéria para depois respondermos quais as adaptações metabólicas do nosso organismo em cenários imaginados pelo professor (ex. um atleta de maratona que chegava a casa e comia uma banana). Esse lado de ir além de apenas testar a matéria decorada, foi desafiante mas gratificante. (Nota: A UC Bioquímica II é lecionada no ICBAS)

Marta Araújo

Marta Carvalho Araújo licenciou-se (2006) e doutorou-se (2011) em Química pela FCUP. Atualmente, é Administradora Não Executiva da Castelbel, membro do Conselho Geral do Instituto Politécnico da Maia, Membro do Conselho Consultivo da Rede Mulher Líder (apoiada pelo IAPMEI) e Presidente do Conselho Fiscal da Sociedade Portuguesa de Ciências Cosmetológicas.

1. Como surgiu a oportunidade de ingressar na CASTELBEL ? No meu caso (tal como creio que em muitos casos!), a oportunidade nasceu de relações pessoais. Não foi propriamente uma “cunha”, no sentido pejorativo habitual do termo, mas sim uma “referência” ou “recomendação”, derivada da proximidade aos decisores. E, é claro, resultou de eu estar no sítio certo à hora certa: em 2011, quando acabei o Doutoramento e não consegui ter acesso a uma bolsa de Pós-Doutoramento da FCT, o meu marido (Professor Aposentado do DQB da FCUP) era um dos sócios minoritários da Castelbel e o maioritário era um senhor inglês, muito “fora da caixa”, que achava piada ao meu perfil igualmente “atípico”… creio que terá sido por isso que, quando a Diretora Comercial na altura (que também era inglesa) pediu para sair, eles me convidaram a assumir o cargo. Quer isto dizer que eu comecei “por cima” – num cargo de direção – porque tinha uma ligação direta aos donos da empresa. Nem todos (ou quase nenhuns!) têm essa felicidade… Depois, só tive de fazer aquilo a que me obriguei: provar que tinham feito a escolha certa! (risos)

2. Ser licenciada e doutorada em Química pela FCUP foi uma mais-valia para entrar no mercado de trabalho ? Não foi, pela razão que indiquei antes, uma mais-valia para entrar no mercado de trabalho, mas foi, certamente, uma mais-valia para vingar no mercado de trabalho.  A formação em Ciências deu-me algo que, eventualmente, outras áreas não cultivam, como pensamento científico (objetivo, racional, sistemático), capacidade analítica e raciocínio crítico (baseado, sobretudo, em lógica), que têm sido da maior importância para o meu sucesso profissional.

3. De que mais gosta no DQB ? Da descontração e sentido de pertença (ou seja, a sensação de que “estamos em casa”).

4. Uma ideia para melhorar o DQB ? Falando apenas do que vivi (porque não sei como funciona atualmente), parecer-me-ia importante que os alunos do DQB tivessem acesso a disciplinas mais focadas nas famosas “soft skills”, que depois lhes fossem úteis para o ingresso no mercado de trabalho e ao longo da carreira profissional. Poderiam ser as que eu frequentei em Londres ou outras, como Fundamentos de Empreendedorismo, Gestão de Equipas, Marketing e Vendas, Design Thinking e similares. E que essas disciplinas fossem lecionadas por profissionais com experiência prática na área (os chamados “practitioners”), porque a teoria é – obviamente – muito importante, mas, na vida real, não chega!

5. Um Professor marcante do DQB ? Parece muito mal eleger o meu marido, Aquiles Araújo Barros, ex-professor de Química Analítica? (risos)  É que ele foi, definitivamente, o que mais impacto teve sobre a minha formação (ao recomendar que mudasse da Licenciatura em Ensino de Física e Química para a Licenciatura em Química – Ramo Científico e ao acolher-me no grupo de Investigação que, na altura, liderava), sobre o meu sentido crítico (alertava sempre os alunos para a necessidade de, num exame, analisar criticamente o resultado final dos cálculos: nada o incomodava mais que a falta de cuidado, na resolução de um problema, em verificar se a ordem de grandeza do resultado fazia ou não sentido, no contexto prático da situação em estudo) e sobre o meu foco no que é mais importante (chamava-nos sempre a atenção para o peso do custo de cada solução no momento de tomada de decisões empresariais e era conhecido no meio estudantil como “o gajo do bom senso”, pela importância que dava à ponderação, ao senso comum, à análise multidimensional de cada situação, à necessidade de manter tudo em perspetiva.)

6. Uma Unidade Curricular preferida do DQB ? Química Industrial: uma disciplina opcional lecionada pelo Prof. Adélio Machado que, no 4º ano, apreciei pela diferença relativamente a tudo o que tinha aprendido até então e que, mais tarde, acabou por ser a mais próxima da minha realidade profissional.

Pedro Rodrigues

Pedro Rodrigues licenciou-se em Bioquímica (1996) e doutorou-se em Química (2003) pela FCUP. Depois de ter assumido, em 2016, a função de Diretor Industrial dirigindo a totalidade das 7 fábricas de bebidas do Super Bock Group, é atualmente o seu responsável pela Direção de Qualidade, Ambiente e Segurança.

 

1. Como surgiu a oportunidade de ingressar no SUPER BOCK GROUP ? Recebi convite a candidatar-me para um lugar na Direção de Qualidade do Super Bock Group (na altura Unicer – Bebidas de Portugal), ao abrigo de um programa de inserção de doutorados em empresas.

2. Ser licenciado em Bioquímica e doutorado em Química pela FCUP foi uma mais-valia para entrar no mercado de trabalho ? No meu caso foi sem dúvida muito importante. Eu durante o doutoramento tinha realizado trabalhos em parceria com a empresa. 

3. De que mais gosta no DQB ? Componente teórica e a qualidade do ensino nas ciências clássicas.Sentido de exigência e rigor, ajuda a formar pessoas resilientes. Forma bem pessoas. Nos conceitos teóricos, pois exige que saibam pensar e entender os fundamentos. Em trabalho de laboratório, pois é forte a sua componente de bancada e de relatórios (atenção pelos procedimentos e
resultados).

4. Uma ideia para melhorar o DQB ? Programas de tutoria para os professores (se ainda não os têm) e alunos de licenciatura. Fóruns de consulta às empresas. A adaptação dos conteúdos curriculares dos mestrados às potenciais entidades empregadoras. Promover Alunos/Departamento – Open Days para as Empresas/Empregadores. Direcionar estágios de mestrado e doutoramentos para programas com empresas (potencialmente) empregadoras ou potenciadoras de conhecimento organizacional/técnico e comportamental. Promoção de Spin-Off’s e empreendedorismo.

5. Um Professor marcante do DQB? No meu tempo, faz alguns anos, tive alguns: Aquiles Barros pelo entusiasmo e capacidade de interação; Maria Luísa Ferrão pelo conteúdo letivo, exigência dos exames e rigor pedagógico; Carlos Corrêa, um professor que sabia e era omnipresente, próximo de todos era um professor e um pedagogo.

6. Uma Unidade Curricular preferida do DQB ? Química Analítica, bem dirigida para a vida empresarial; Química-Física, com formação teórica muito forte, aulas teórico-práticas bem estruturadas e aulas práticas muito boas; Química Orgânica, com forte base teórica e aulas práticas que deram rotina laboratorial.